Inova Unicamp oferece curso de PI para profissionais de Núcleos do Inova São Paulo

Inova Unicamp oferece curso de PI para profissionais de Núcleos do Inova São Paulo

Fonte: Agência de Inovação Inova Unicamp

Texto e Fotos: Carolina Octaviano

Durante os dias 1 e 2 de outubro, a Agência de Inovação Inova Unicamp inaugurou a série de capacitações no âmbito da Rede Inova São Paulo dedicado aos Membros de Núcleos de Inovação tecnológica – também conhecidos por NITs. O curso de Introdução à Propriedade Intelectual (PI) foi dedicado aos profissionais de gestores a estagiários, como forma de capacita-los sobre o tema. O curso, que teve duração de dois dias, abordou o macro fluxo de pesquisa, desenvolvimento e inovação e as ações estratégicas e táticas de PI para cada etapa.  Explorou-se as diferentes maneiras de se proteger tecnologias de forma a agregar valor, informação tecnológica, métodos para as buscas de anterioridade em base de dados de patentes, atividade necessária antes da elaboração do documento de pedido de patente. Além disso, no último dia e como fechamento das atividades, o curso também ofereceu uma palestra com o Professor Erik Sander, diretor do Instituto de Inovação da Faculdade de Engenharia da Universidade da Flórida.

“O objetivo desta iniciativa é compartilhar conhecimentos e experiências e proporcionar um nivelamento entre os NITs membro da Rede Inova São Paulo. O intuito é capacitar todos os envolvidos direta ou indiretamente com a geração de propriedade intelectual e com as decisões relacionadas ao portfólio de patentes bem como o uso de informação tecnológica para decisões estratégicas e prospecção de parceiros”, afirma Patrícia Leal Gestic, diretora de Propriedade Intelectual da Inova Unicamp, que realizou a abertura do evento e foi a responsável por este módulo.

A diretora de PI da Inova abordou também, além da importância estratégica de se proteger as tecnologias desenvolvidas, que é preciso também alinhar a patente ao mercado, buscando que a tecnologia sirva como uma solução tecnológica e seja orientada para o mercado, adotando a inteligência competitiva aliada à PI. “Mais do que olhar tecnicamente para o documento da patente, é preciso ter um olhar estratégico como fonte de informação para identificar principais players e seu comportamento, suas reservas de mercado e a tendência tecnológica (rota). Certamente a inteligência tecnológica indicará empresas-alvo para oferta de tecnologias produzidas em cada uma das instituições.  É a informação técnica suportada pelo mercado e, que certamente, otimizará rotas ultrapassadas e investimentos desnecessários”, explica Patrícia.

Janaína César, coordenadora de Propriedade Intelectual da Agência, apresentou as bases de busca de patentes e como utilizá-las corretamente, além de dar dicas sobre como as buscas devem ser efetuadas visando sua maior eficiência. “É preciso ter foco na hora da busca de anterioridade de patente. A primeira providência é a definição clara do que se pretende buscar”, aponta. Janaína falou também sobre os pedidos de patentes e as publicações de artigos científicos, tema que ainda causa controvérsia na comunidade acadêmica. “Depositar uma patente não impede sua publicação, mas o contrário, sim, pois uma publicação prévia pode inviabilizar um depósito, uma vez que isto pode comprometer os requisitos de novidade e atividade inventiva”, completa.

O Professor Erik Sander concluiu o curso apresentando os cases de sucesso da Universidade da Flórida. Dentre os números conquistados pela Instituição, Sander destaca a criação de uma média de 12 a 17 spinoffs por ano as 87 licenças de tecnologias vigentes, atualmente. O Professor aponta também para o fato da necessidade de se ter um marketing das tecnologias, como forma de oferta-las corretamente a possíveis interessados no licenciamento. “Esta é uma área que prestamos muita atenção. Se a pessoa certa visitar o site do seu Instituto, as informações sobre as tecnologias devem estar lá de maneira atrativa”, completa. Sander destacou ainda algumas dicas para os membros dos NITs presentes no curso, dentre elas: “façam contratos de transferência de tecnologias. É melhor gerar o máximo de negócios possível do que esperar o negócio perfeito”, revela.

Paulo Roberto Barbosa, diretor do Núcleo de Inovação Tecnológica do Instituto Federal de São Paulo, que está em atividade desde o início de 2012, avaliou positivamente o curso. “O curso foi muito bom. Em pouco tempo, conseguiu transmitir a visão ideal sobre o assunto. Os exemplos expostos foram muito importantes, pois, além da teoria, trazem também a experiência. Vamos implementar os ensinamentos, já que estamos em fase de estruturação do NIT”, comenta.

 

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